A Associação Feminina de Combate ao Câncer mantém núcleos de trabalho voluntário em três hospitais públicos na cidade de São Paulo, além de um projeto com mulheres mastectomizadas. Saiba mais clicando nos Núcleos abaixo:
O prédio de tijolinhos aparentes lembra um castelo ou uma igreja, o que impõe respeito e remete ao passado, quando ali funcionava também a roda dos enjeitados e bebês eram abandonados para serem criados, até a maioridade, por irmãs caridosas. A peça hoje faz parte do museu, mas a Santa Casa de Misericórdia continua a funcionar e a ser um lugar onde a generosidade está sempre presente.

É esse o principal combustível dos voluntários da Associação Paulista Feminina de Combate ao Câncer (APFCC) no núcleo da Santa Casa de Misericórdia, onde a associação atua exclusivamente com crianças portadoras de câncer. No ambulatório e na quimioterapia os voluntários fornecem cestas básicas e leite em pó para as famílias dos pacientes em tratamento e lanches durante a permanência para tratamento e consulta. Também ajudam na compra de medicamentos, quando não fazem parte da lista de remédios distribuídos gratuitamente e fornecem roupas e cobertores quando necessário.

Mas o trabalho da APFCC também é voltado para ajudar o hospital a superar suas dificuldades. Foi assim que conseguiu a doação dos recursos necessários para a ampliação da Enfermaria de Oncologia Infantil, que começou a ser instalada no final de 2011, aumentando o número de leitos e permitindo que as crianças com câncer fiquem separadas dos pacientes com outras enfermidades.

A nova planta reservou espaço para três áreas de isolamento individuais; duas enfermarias com seis leitos e uma sala para procedimentos; espaço para coleta de liquor e medula óssea, além de sanitários e toda a estrutura para um atendimento mais humanizado.

A APFCC está empenhada, também, em equipar e mobiliar esta nova área, ajudando para que, em breve, entre em funcionamento e ofereça conforto aos pequenos pacientes e seus acompanhantes, enquanto permanecem internados para o tratamento hospitalar necessário.

No dia-a-dia, as voluntárias se revezam no atendimento dos pacientes e familiares, servindo lanches ou realizando atividades de recreação, enquanto eles esperam pela consulta, exames ou por tratamento. Elas também ajudam as famílias na orientação dos procedimentos indicados pelos médicos, consolando e orientando as mães quando recebem o diagnóstico da doença do filho e tentando encontrar com elas a melhor forma de conviver com o período do tratamento. Isso pode incluir auxílio para a compra de medicamento que não seja distribuído gratuitamente, cestas básicas, para garantir uma alimentação adequada ou doação de roupas, para pacientes e familiares carentes.

Para garantir as despesas, as voluntárias mantêm um bazar em um espaço cedido pelo hospital, onde vendem roupas, bijuterias e utilidades domésticas que recebem de doadores. Também promovem eventos periódicos e usam da criatividade e capacidade de pedir ajuda, para garantir que o trabalho continue a se realizar diariamente, de segunda a sexta-feira, como fazem desde 1995 quando a Associação Paulista Feminina de Combate ao Câncer instalou seu núcleo no local.

Festa Julina do Ncleo Sta. Casa
Festa Julina do Ncleo Sta. Casa
Festa Julina do Ncleo Sta. Casa
Festa Julina do Ncleo Sta. Casa
Festa Julina do Ncleo Sta. Casa
Festa Julina do Ncleo Sta. Casa
Festa Julina do Ncleo Sta. Casa
Enfermeira e Paciente
Festa Dia das Crianas
Festa Final de Ano
Festa Final de Ano
Festa Junina
Arraial com as Voluntrias
Hoje tem Brincadeira, Crianada
Arraial com a Crianada
Horta
Quanto mais Criana na Festa, Melhor
Festa do Dia das Crianas
Participar  Preciso, Mes
Voluntria tambm Brinca
Junior  Carater na Festa Junina
Brincando de Fazer Arte
Junior  Carater - Festa Junina
Um Viva para o Coelho da Pscoa

DEPOIMENTOS

Para a médica Maria Luisa Borsato, oncologista que trabalha no setor de pediatria da Santa Casa de Misericórdia, um dos papéis mais importantes dos voluntários é a ponte que estabelecem entre pacientes, familiares, médicos e o hospital. "Existem pessoas que relutam em aceitar a doença e o tratamento e se intimidam diante do médico, não revelando suas dúvidas, preocupações e dificuldades. Os voluntários conseguem romper essa barreira e tornam-se amigos das famílias, contribuindo para reduzir os índices de evasão ou interrupção do tratamento. Isso é fundamental para a recuperação de muitos pacientes, principalmente crianças que, quando corretamente assistidas, tem até 80% de possibilidade de cura".

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